2006/11/28

Um pingado rotineiro logo de manhã, ouço o papo alheio de 2 CET’s, os tais guardinhas de trânsito daqui, com seus respectivos Palm’s na mão, fazendo o balanço das multas aplicadas.

Quanta eficiência!

É orgulho nacional o sistema de arrecadação de multas do Estado de são Paulo... lindo demais !

Imagine este “sisteminha” nas mãos da PM, um simples click e puft... Vem estampada na telinha a cara do meliante, ou quem sabe a ficha corrida de um suspeito.

vemos eficiência só na parte que arrecada, não vemos a mesma na prestação de serviço.

CADA UM TEM O QUE MERECE !

2006/11/27

Arghhhh !

Estou normal demais...

Preciso de um pouco de irresponsabilidade, talvez um amigo porra-loca.
É..., é disso que preciso, aquele cara que aparece no meio da noite gritando na frente da sua casa,
caçando assunto ou coisa pra fazer. Aquela pitada de ânimo que todo mundo gosta, você suporta o incômodo do pentelho pois ele faz você se sentir vivo, amado, querido. Precisando de alguém para animar uma festa é só chama-lo.

Preciso mesmo é de vergonha na cara, to muito chato, diria que, um tanto quanto anti-social, este texto é a mais clara evidência de que preciso de um psicólogo, análista ou qualquer outro profissional que ganhe dinheiro com os problemas alheios.

Eu era alegre, engraçado, carismático. Hoje sou chato, desagradável e monótono. Quem lê deve achar que sou um cara auto-destrutivo, meio psicopata ou simplesmente alguém que goste de se auto-flagelar.

Que nada, sou é realista demais.
Por isso que digo: Eu preciso ser mais irresponsável.

2006/11/22

ASSASSINATOS EM SP

Confissão poupou a mídia de uma nova Escola Base.


Durou pouco, mas foi escandaloso. Na sexta-feira, o assassinato, em um bairro de classe média alta de São Paulo, de um casal de aposentados – Sebastião e Hilda Tavares – logo chamou atenção da imprensa. Os sites informativos começaram a noticiar o caso, que chocava pela violência praticada – os dois foram mortos a facadas – e pela apressada conclusão do delegado titular do 23º DP de que o filho do casal assassinado, o escrevente Rogério Gonçalves Tavares, seria o principal suspeito de ter cometido o crime.

Rogério havia sido encontrado no local do crime com um ferimento no pescoço e foi levado a um hospital. Ao longo da tarde de sexta-feira, a maior parte dos sites tratou o escrevente como assassino. Nos jornais de sábado, embora a polícia tenha recuado e passado a tratá-lo também como vítima, Rogério Tavares continuou aparecendo nas reportagens como suspeito de assassinar seus próprios pais.

No domingo, porém, o caso foi finalmente solucionado. A Justiça decretou a prisão temporária do desempregado Luiz Eduardo Cirino, 29, que se apresentou à polícia e confessou ter assassinado os aposentados. Vizinho das vítimas, ele disse que entrou na casa para roubar e que matou o casal porque houve reação. Cirino entregou à polícia roupas sujas de sangue, uma máscara e uma faca que teriam sido usadas no crime.

Não há dúvida alguma que o escrevente Rogério Tavares foi horrivelmente prejudicado pela imprensa. O prejuízo só não foi maior porque o assassino foi logo descoberto. Não fosse assim, Rogério passaria a conviver com, no mínimo, a suspeição de ter cometido não um, mas dois assassinatos. Aliás, o tempo em que Rogério permaneceu sob suspeição foi mesmo curto, mas o suficiente para que a residência do casal morto fosse pichada com frases ofensivas e ameaças ao escrevente. Além disto, alguns perfis publicados sobre o escrevente insinuavam que ele poderia ter algum tipo de doença mental.

Ao fim e ao cabo, a verdade é que a mídia comprou a versão apressada de um delegado – exatamente o mesmo roteiro do início do caso da Escola Base. Bastaria um pouco de prudência dos jornalistas e o mal feito ao escrevente teria sido evitado. Afinal, o "suspeito" estava ferido no pescoço, não havia sinais da arma do crime, as marcas de sangue iam até o muro da casa e a polícia havia sido chamada por uma vizinha que reportou ter visto um mascarado fugindo da residência. Rogério Tavares teria que ser realmente um grande ator para matar os pais e simular a coisa toda, ainda mais com a avó presente na cena do crime.

Em certos momentos, como se pode perceber, é melhor pensar com a própria cabeça do que confiar na autoridade. Para o delegado e para a imprensa, a versão de um assassinato duplo perpetrado pelo filho das vítimas certamente tem "mais leitura", isto é, vende mais jornal e rende mais imagens da autoridade no exercício da nobre função. Um latrocínio é um crime bem mais comum e, portanto, menos "rentável".

No episódio da Escola Base, a imprensa inteira foi atrás da versão de um delegado, com exceção do jornal Diário Popular. Lá houve um repórter que desconfiou do que ouviu, pensou com a própria cabeça e reportou a história ao seu editor, que convenceu a Direção de Redação a esquecer o assunto, apesar do apelo comercial que teria em um jornal popular como era o Dipo. Alguém já disse que o jornal merecia, naquele ano, o Prêmio Esso por não ter publicado um único parágrafo sobre o caso...

Por Luiz Antonio Magalhães em 21/11/2006

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=408IMQ004

Comentários sobre o texto de Walcir

1. Se você está em dúvida se casa ou se compra um cachorro...

*Cachorros adoram quando o dono traz os amigos em casa
*Cachorros não se importam se você usar o seu shampoo
*Cachorros nem notam se você o chamar por outro nome
*Cachorros não fazem compras
*Cachorros adoram quando você deixa um monte de coisas no chão
*Cachorros têm o mesmo humor todos os dias do mês (continua)"
*Cachorros nunca querem saber sobre o seu passado
*Os pais do cachorro nunca vêm lhe visitar
*Cachorros nunca o criticam
*Cachorros não se incomodam com o futebol
*Cachorros não assistem novelas
*Cachorros não são guiados por artigos de revistas, nem pelas "amigas"…
*Você não precisa esperar o cachorro se arrumar
*Cachorros adoram quando você está bêbado
*Cachorros não se importam se você não toma banho
*Cachorros não reclamam se você chega tarde em casa
*Cachorros não usam cartão de crédito
*Cachorros nunca abandonam seu dono"
Talita Yung

2.

"Pude trabalhar como voluntária em um orfanato de crianças em situação de risco (...). Uma delas era o Ricardo. O Ricardinho. Célebre esmurrador de portas e atirador de objetos, era o terror de todo mundo, das tias aos voluntários. Quando a coisa pegava pra valer, quando ele batia em quem aparecia pela frente, era assunto para a Coordenadora. Montavam lá uma equipe especial para conversar com o Ricardo, entender o Ricardo e arrancar dele uma promesa de que ele ia se comportar. Tadinho. Ele era danado, mas pensa: tinha sido encontrado sozinho, aos 6 anos de idade, perambulando pelo centro de São Paulo. Não sabia nem o nome, lhe faltava memória, o que dá até para entender.
Mas na verdade… era difícil amar o Ricardo, sabe? Mesmo para a gente, voluntário, que tava lá porque queria, era difícil. Você ia dar carinho, o Ricardo te devolvia uma bolada na cara. Você ia dar uma dura, recebia uma gargalhada. Você ignorava, era pior. Você se esquecia, aí desandava de vez. Mas nada como os bichos para ensinar a gente a amar simplesmente. (...) Eis que um dia chegou no orfanato uma filhota de cor bege perdida. As crianças ficaram malucas e abriram o portão. Ela ganhou uma casa e um nome: Princesa. Pri, para os íntimos.
Adivinhe quem a Pri escolheu, entre 80 crianças, para ser seu dono? O Ricardo. Justo o Ricardo. Ela não se desgrudava dele nem ele dela. E eu vi, pela primeira vez, o Ricardo confiar em alguém. Vi mais, vi o Ricardo fazer carinho. Vi o Ricardo proteger. Vi o Ricardo sorrir. Tantos e tantos psicólogos tinham tentado decifrar o Ricardo e eis que uma vira-latas conseguiu o que parecia impossível: fazê-lo feliz.Em pouco tempo, o Ricardo era uma criança. De verdade.
Um dia, por um desses caprichos do destino, a revista Veja São Paulo foi fazer uma matéria de Natal e quis colocar na capa 7 crianças carentes de SP. Uma delas foi o Ricardo. Quase um ano depois, em um cabeleireiro, uma moça, lendo a revista, reconheceu o irmão. Foi buscá-lo. No dia em que o Ricardo foi embora, a Pri amanheceu agitada. Quando o viu sair pelo portão principal da casa, se desesperou, latiu de ponta a ponta do alambrado. A missão dela estava cumprida. Era amar incondicionalmente alguém que ainda não tinha conhecido o amor. Tudo sem complicação. Umas lambidas daqui, um abano de rabo dali. Amar é algo simples. Foi o que a Pri nos ensinou no orfanato."
Cláudia Bertoni

Meu cachorro


Por Walcyr Carrasco, revista veja

Meu cachorro está doente. É um husky e tem 14 anos. Dizem os conhecedores da raça que 12 anos é o tempo normal de vida. Mas sempre tive esperança de que fosse muito além. A mãe viveu até os 17. Seu nome é Uno. Não é muito comum, mas tem um motivo. Meu irmão e minha cunhada, há muitos anos, resolveram montar um canil em Campinas. Só de huskies. Compraram macho e fêmea de uma linhagem gloriosa. O avô, importado do Canadá, foi até capa de revista especializada. Registraram o canil. Alimentaram o casal, deram vacinas e prepararam-se para fazer fortuna. Logo uma ninhada estaria a caminho. Meu irmão fez as contas. Na época, o husky era muito valorizado. Com um certo número de cãezinhos, teria um bom lucro!

– Serão dez, onze? – sonhava minha cunhada Bia.

Nasceu um. Sim, um somente! Ganhou o nome de Uno, e me foi dado de presente. A grana ficou na imaginação.

Uno me acompanha desde então, em várias fases da minha vida. Até no desemprego! Cheguei a escrever crônicas para uma revista canina usando seu nome e sua foto. Também um livro infanto-juvenil, Mordidas que Podem Ser Beijos, em que é o protagonista. Muita coisa inventei. Mas não sua mania de fugir de casa. Quando morei numa chácara na Granja Viana, Uno escalava o alambrado com a agilidade de um gato. Assim são os huskies, um tanto felinos. Disparava até o lago e fugia com um pato entre os dentes. Eu que me visse às voltas com a direção do condomínio – donos são para quebrar o galho, devem pensar os cachorros. Escondia-se na reserva florestal e só voltava ao entardecer, com o estômago cheio!

Um terror, o meu cachorro! Duas vezes, bravamente, capturou ouriços. Dezenas de espinhos penetraram seu pêlo. Entraram em sua boca. Eu nunca vira um espinho de ouriço. É duro, pontudo! Impressionante. Fiquei a seu lado enquanto o veterinário arrancava um por um.

Mudei para a cidade. Meu cachorro envelheceu e passa longas horas deitado a meu lado vendo televisão. Deve achar um absurdo tantos tiros, beijos, lágrimas e juras de amor. Gosta de, simplesmente, ficar do meu lado. Ao olhá-lo, tenho uma sensação de conforto. Às vezes se levanta, bota a cabeça nas minhas pernas e eu coço suas orelhas. Sua boca se estica. Tenho a impressão de que é um sorriso.

Há algum tempo começou a ficar doente. Ainda parece saudável. Seu pêlo castanho brilha. Mas surge uma coisa aqui, outra ali. Toma remédio para o coração. Laxantes. Chega a uivar baixinho – huskies não latem.

É a terceira vez que o envio ao veterinário em duas semanas. Agora, nem conseguia ficar em pé, de tão frágil. Sinto angústia só de pensar em sua imensa solidão, longe do tapete onde costuma dormir, sendo picado, mal comendo e, principalmente, sem alguém que lhe acaricie o pêlo. A doença deve ser um mistério para ele mesmo.

O amor de um cão é incondicional. Vejo mendigos na rua acompanhados de cachorros esquálidos que não os abandonam e até os protegem nas noites escuras. Vejo crianças a quem o cão ajuda a conhecer o afeto. Eu sei que meu cachorro está partindo. Se não for agora será daqui a semanas ou meses, pois uma coisa vira outra, e outra. Ou ele não conseguirá resistir ou chegará a um ponto em que terei de dar um nó no coração e abreviar seu sofrimento. Eu tenho de resistir e fazer o melhor. Coçar sua barriga e falar palavras docemente. E, se puder, quando chegar a hora, colocá-lo em meu colo e dizer quanto o amo.

Quando me sentei diante do computador, queria escrever linhas engraçadas, repletas de bom humor. Foi impossível. Meu sentimento falou mais alto. Quem já amou um cão entende minha dor.

2006/11/14

Complexos

Perco 1 minutos no espelho para ver se minha barriga deu uma diminuida depois de quase ter uma crise de dores abdominais, isso por perder tempo com um exercício simples.

Tudo bem... tudo bem, vou dar tempo ao tempo.

Mas gosto é de ver os nanicos se exercitando, todos carancudos, cara fechada olhando o tamanho do bíceps...
Tem um baixinho fanho feio e chato, muito chato... fala grosso tipo pra mostrar masculinidade, seguro a risada.

É síndrome isso, a maioria é assim.

Mas fazendo uma análise simples o entendimento surge fácil... imagina um cara baixo, fanho, feio e chato que fale fino é gentil e educado !

Pô... sem chance, um tipo desse perde o "selo" fácil... vão querer comer o coitado !

ENC: Sentimental eu sou !

Gosto de rock, sempre gostei... mas não tenho simpatia com a maioria das bandas de rock de hoje.
Algumas bandas surgiram e eu achei que algumas permaneceriam por aí. The Strokes já era, Creed tb.

Tem SimplePlan também... putz... essa é de doer.
Todas njoativas...

"EMO" ... que saudade dos Raimundos, onde as mulheres eram tratadas como "Carro Forte" ou "Ela tá dando"... todos sem pretensões emocionais, muito menos sentimentais, é pura harmonia musical e tiração de sarro.

Agora ouço um muito de macho refletindo sobre sua existência, sentimentos e sobre seus relacionamentos.
Entre "Vento no Litoral" e qualquer baladinha EMO de CPM22 ou Detonautas fico com o Renato Russo mesmo, pelo menos sei o que ele quer com a música, provavelmente que alguém se suicíde, mas é direto ao ponto.

2006/11/01

O Último Post sobre ...

"Lula surgiu no cenário político no tempo em que praticamente todo o jornalismo se alinhava com a esquerda porque, afinal, se opunha à ditadura. E Lula era uma espécie de fauno encantado dos melhores sonhos esquerdistas: “Enfim, temos o nosso operário”. Os comunistas de então — houve um tempo em que a esquerda lia ao menos os livros de esquerda — não o levaram a sério porque os líderes revolucionários sempre foram intelectuais, oriundos das classes superiores. Viam no sindicalista do ABC um arrivista e oportunista. Mais tarde, a história provou que aquele juízo estava mais ou menos correto. O Apedeuta é só o chefe de uma nova classe social que chegou ao poder.

Mas volto. Ele encarnava o sonho dourado dos intelectuais brasileiros. Enfim, o líder orgânico, das massas. Veio a plena democratização, e ele continuou na oposição, sabotando todos os governos, pondo seu partido para votar sistematicamente contra o que quer que emanasse dos adversários políticos. E continuou a gozar da simpatia dos jornalistas. Com a politização do Ministério Publico, formou-se a Tríplice Aliança: imprensa-PT-MP, que ajudou, diga-se, a depor Fernando Collor. Por justos motivos."

leia mais: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

Como não vive nesta época me questiono pelo que os opositores da Ditadura lutaram.
Antes, todos lutavam pela mesma bandeira, creio que por democracia e liberdade, hoje por caminhos opostos querem derrubar-se uns aos outros.
Provavelmente pelo poder, provavelmente por acharem que merecer estar no poder, afim de obter justiça pelos tempos de axílio.
O Brasil não deve nada pra ninguém, não deve nada para o povo.
É dever do povo, indivíduo ou coletivo, lutar pelo seu ideal ou aceitar passivamente os caminhos escolhidos pelos seus governantes.
Ainda mais numa democracia represetativa, pois somos nós que os escolhemos.
É direito e dever, de cada um, lutar pelo certo e repúdiar o errado.