1. Se você está em dúvida se casa ou se compra um cachorro...
*Cachorros adoram quando o dono traz os amigos em casa
*Cachorros não se importam se você usar o seu shampoo
*Cachorros nem notam se você o chamar por outro nome
*Cachorros não fazem compras
*Cachorros adoram quando você deixa um monte de coisas no chão
*Cachorros têm o mesmo humor todos os dias do mês (continua)"
*Cachorros nunca querem saber sobre o seu passado
*Os pais do cachorro nunca vêm lhe visitar
*Cachorros nunca o criticam
*Cachorros não se incomodam com o futebol
*Cachorros não assistem novelas
*Cachorros não são guiados por artigos de revistas, nem pelas "amigas"…
*Você não precisa esperar o cachorro se arrumar
*Cachorros adoram quando você está bêbado
*Cachorros não se importam se você não toma banho
*Cachorros não reclamam se você chega tarde em casa
*Cachorros não usam cartão de crédito
*Cachorros nunca abandonam seu dono"
Talita Yung
2.
"Pude trabalhar como voluntária em um orfanato de crianças em situação de risco (...). Uma delas era o Ricardo. O Ricardinho. Célebre esmurrador de portas e atirador de objetos, era o terror de todo mundo, das tias aos voluntários. Quando a coisa pegava pra valer, quando ele batia em quem aparecia pela frente, era assunto para a Coordenadora. Montavam lá uma equipe especial para conversar com o Ricardo, entender o Ricardo e arrancar dele uma promesa de que ele ia se comportar. Tadinho. Ele era danado, mas pensa: tinha sido encontrado sozinho, aos 6 anos de idade, perambulando pelo centro de São Paulo. Não sabia nem o nome, lhe faltava memória, o que dá até para entender.
Mas na verdade… era difícil amar o Ricardo, sabe? Mesmo para a gente, voluntário, que tava lá porque queria, era difícil. Você ia dar carinho, o Ricardo te devolvia uma bolada na cara. Você ia dar uma dura, recebia uma gargalhada. Você ignorava, era pior. Você se esquecia, aí desandava de vez. Mas nada como os bichos para ensinar a gente a amar simplesmente. (...) Eis que um dia chegou no orfanato uma filhota de cor bege perdida. As crianças ficaram malucas e abriram o portão. Ela ganhou uma casa e um nome: Princesa. Pri, para os íntimos.
Adivinhe quem a Pri escolheu, entre 80 crianças, para ser seu dono? O Ricardo. Justo o Ricardo. Ela não se desgrudava dele nem ele dela. E eu vi, pela primeira vez, o Ricardo confiar em alguém. Vi mais, vi o Ricardo fazer carinho. Vi o Ricardo proteger. Vi o Ricardo sorrir. Tantos e tantos psicólogos tinham tentado decifrar o Ricardo e eis que uma vira-latas conseguiu o que parecia impossível: fazê-lo feliz.Em pouco tempo, o Ricardo era uma criança. De verdade.
Um dia, por um desses caprichos do destino, a revista Veja São Paulo foi fazer uma matéria de Natal e quis colocar na capa 7 crianças carentes de SP. Uma delas foi o Ricardo. Quase um ano depois, em um cabeleireiro, uma moça, lendo a revista, reconheceu o irmão. Foi buscá-lo. No dia em que o Ricardo foi embora, a Pri amanheceu agitada. Quando o viu sair pelo portão principal da casa, se desesperou, latiu de ponta a ponta do alambrado. A missão dela estava cumprida. Era amar incondicionalmente alguém que ainda não tinha conhecido o amor. Tudo sem complicação. Umas lambidas daqui, um abano de rabo dali. Amar é algo simples. Foi o que a Pri nos ensinou no orfanato."
Cláudia Bertoni
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